Rastreabilidade é realidade nas propriedades rurais e necessidade para boas vendas
Publicada em 04/07/2024 às 12:05
A rastreabilidade vegetal é, de maneira simplificada, o procedimento que permite identificar a origem e o trajeto de um produto até seu destino final. A medida é obrigatória nas cadeias produtivas de frutas e verduras e uma realidade em Jundiaí e estimulada pela Unidade de Gestão de Agronegócio, Abastecimento e Turismo (UGAAT).
A medida se tornou obrigatória aos produtos que são comercializados in natura, de acordo com a Instrução Normativa Conjunta n.º 2, de 7 de fevereiro de 2018 (INC n.º 2/2018), elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
“Aqueles que tenham dúvidas ou busquem normatização, podem entrar em contato com a equipe da UGAAT para o apoio necessário. Já foram realizadas mais de 100 orientações específicas”, comenta a diretora de Agronegócio, Isabel Harder, reforçando que foram realizados cinco treinamentos e apresentações sobre o tema ao longo dos anos.
Para atender a legislação o produtor deve se atentar a quatro itens: Caderno de Campo, Ficha do Comprador, Rotulagem e Registros Agrícolas.
Rastreabilidade já é realidade em propriedades de Jundiaí
Em detalhes
Caderno de Campo é o documento em que são registrados os insumos utilizados no processo de produção e no tratamento fitossanitário dos vegetais frescos. Pode ser físico ou eletrônico e deve conter um croqui da propriedade com os talhões das culturas e registro de todas as aplicações realizadas em cada talhão. Além disso é necessário anotar no caderno informação dos lotes colhidos contendo identificação e data.
A Ficha do Comprador é o documento que relaciona o lote colhido, conforme anotado no Caderno de Campo, com o comprador do produto. A ficha deve conter data, nota fiscal, o produto e a quantidade, além das informações do comprador.
A Rotulagem é a forma utilizada para identificar o produto, sendo obrigatório conter nos rótulos ou etiquetas nome e endereço completo do produtor, variedade/cultivar, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação (CPF, CNPJ e Inscrição Estadual). A etiqueta pode ficar na unidade comercializada ou em envoltórios, como caixas, sacarias e embalagens diversas. A utilização de código de barras ou QR Code não é obrigatória.
Nos Registros Agrícolas devem ser mantidos por no mínimo 18 meses receituários agronômicos, nota fiscal de insumos (defensivos, fertilizantes etc.), nota fiscal de venda do produto e nota fiscal de entrada da empresa que comprou o produto, além dos demais documentos já citados.
A regulamentação da rastreabilidade no País é um grande avanço, não só auxiliando no processo de garantia de um produto seguro ao consumidor final, mas também possuindo grande importância para a própria cadeia, contribuindo para uma maior integração do setor. Além disso os registros exigidos pela nova lei colaboram para que o produtor tenha uma melhor gestão de sua propriedade. Para auxiliar nesse processo a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) elaborou uma cartilha prática sobre rastreabilidade e rotulagem, disponível em https://www.cati.sp.gov.br/portal/themes/unify/arquivos/produtos-e-servicos/acervo-tecnico/CartilhaRastreabilidadeeRotulagem.pdf e o Departamento de Agronegócio da Prefeitura de Jundiaí presta apoio aos produtores pelo telefone (11) 4589-8872.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
Comentários