Nas ruas da cidade, ‘tampões’ contam a história da DAE e de Jundiaí
Publicada em 09/04/2023 às 10:00
Em Jundiaí, a história está por todos os lados, nos monumentos, nas praças, nas pessoas e na atuação da DAE. Responsável pelo fornecimento de água, coleta e afastamento de esgoto na cidade, a empresa é, há mais de um século, parte fundamental da evolução local.
Para traçar a linha do tempo desta instituição e do saneamento básico em Jundiaí, basta olhar para o chão e ler as datas estampadas nas tampas dos poços de visita (os ‘PVs’) espalhadas por ruas, avenidas e espaços públicos. Algumas ainda levam a antiga ortografia da língua portuguesa, em que é possível ler as identificações “Exgotto” e “Jundiahy”.
Alguns tampões ainda levam a antiga ortografia da língua portuguesa, em que é possível ler as identificações “Exgotto” e “Jundiahy”.
“Os tampões têm a tarefa de cobrir buracos ou vãos, ajudando a proteger os pedestres e veículos que passam pelas vias”, explica o chefe da Seção de Controle de Qualidade dos Materiais, Olavo de Oliveira. “A troca é feita quando apresentam algum tipo de deformidade. Por isso, em alguns locais ainda encontramos modelos antigos, que mesmo com o tempo continuam em boas condições”.
“Os tampões têm a tarefa de cobrir buracos ou vãos, ajudando a proteger os pedestres e veículos que passam pelas vias”, explica o chefe da Seção de Controle de Qualidade dos Materiais, Olavo de Oliveira.
Na rua Barão de Jundiaí, no Centro, e em outros bairros mais tradicionais da cidade, como a Vila Arens, a Vila Rio Branco e a Ponte São João, o tampão de PV mais antigo é datado de 1904, ano em que teve início o serviço de esgoto no município.
Na época nomeada Diretoria de Água e Esgoto, a DAE era uma parte do Departamento de Obras da Prefeitura de Jundiaí e construía com tijolos a abertura de encaixe dos tampões, que precisavam ser totalmente retirados durante reparos na rede.
O tampão de PV mais antigo é datado de 1904, ano em que teve início o serviço de esgoto no município.
Em 2018, esse modelo passou por melhorias. Os novos tampões são articulados por dobradiças.
Já entre as décadas de 1960 e 1970, quando o serviço realizado pela DAE foi convertido em autarquia municipal, essa abertura passou a ser de blocos de concreto. Os tampões mais recentes, feitos de ferro fundido manejável, começaram a ser utilizados no fim da década de 1990 e marcaram a mudança de DAE para DAE S/A.
Em 2018, esse modelo passou por melhorias, passando a ser feito por anéis de concreto e um cone, no qual a tampa é assentada. Os novos tampões são articulados por dobradiças.
Em alguns locais ainda encontramos modelos antigos, que mesmo com o tempo continuam em boas condições.
A troca é feita quando o tampão apresentam algum tipo de deformidade.
Os tampões mais recentes começaram a ser utilizados no fim da década de 1990.
A articulação das dobradiças permite que a abertura dos PVs seja feita com mais segurança.
Servidor da DAE há mais de 40 anos, João José Viveiros, diretor de Manutenção, vê essa evolução como um ganho para a empresa. “A DAE passou por várias mudanças, inclusive nos tampões. Os mais antigos eram apenas uma tampa de ferro, que lembra o formato de um escudo, com furos para encaixar a ferramenta”, lembra ele. “Essa evolução facilitou muito o trabalho. A articulação das dobradiças permite que a abertura dos PVs seja feita com mais segurança”, avalia.
Mais de cem anos após a instalação da primeira tampa de poço de visita, a DAE continua na história de Jundiaí, fazendo da cidade referência nacional em saneamento.
Assessoria de Comunicação – DAE Jundiaí
Fotos: DAE Jundiaí
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
Comentários