Dengue: infectologista esclarece sintomas e alerta para prevenção a prevenção
Publicada em 14/01/2024 às 08:00
“A dengue é uma doença com potencial de gravidade. O período do ano com maior transmissão ocorre nos meses mais chuvosos, como este, porque a água parada contribui para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e, consequentemente, maior disseminação das arboviroses”, alerta a médica infectologista do Ambulatório de Moléstias Infectocontagiosas (AMI) de Jundiaí, Flávia Morais Gennari Pinheiro.
Neste ano, a combinação entre o fator climático e o ressurgimento dos sorotipos 3 e 4 fazem com que o País estime, no pior cenário, chegar a 5 milhões de casos de dengue. Em dezembro, mais de 1,6 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a doença. Em Jundiaí, Boletim de Arboviroses divulgado sexta-feira (12), aponta que o Município soma 1.123 casos em 2023, sendo 954 autóctones e 169 importados.
A médica explica que a infecção pelo vírus da dengue pode ser assintomática (sem sintomas), apresentar quadro leve e até quadro com sinais de alarme e de gravidade. Normalmente, a primeira manifestação é a febre alta (maior que 38 °C), de início abrupto, que pode durar de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele.
Os sinais de alarme que indicam uma evolução potencialmente mais grave, sendo imprescindível que os pacientes busquem atendimento médico, são: dor abdominal intensa, náuseas, vômitos persistentes, sangramento de mucosas e alteração da consciência.
“O vírus dengue (DENV) é um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). As pessoas podem ser infectadas até quatro vezes na vida porque a imunidade é adquirida para cada sorotipo. Quem já foi infectado tem maior risco de evolução para formas graves na infecção por novos sorotipos. A presença dos sorotipos 3 e 4, não prevalentes no nosso meio, pode aumentar esse risco”, ressalta. “É importante evitar água parada, todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente. A sociedade tem que fazer a sua parte, eliminando os criadouros”, orienta a especialista.
Qualquer objeto que possa acumular água pode ser criadouro de mosquito da dengue e demais arboviroses
Rede de Atendimento
Na cidade, as pessoas com sintomas devem buscar o acolhimento e atendimento nos equipamentos da Atenção Básica – Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Novas UBSs e Clínicas da Família – e nos Pronto Atendimentos. O diagnóstico é feito inicialmente pelas manifestações clínicas e, após o sexto dia de sintomas, é colhido o exame sorológico para confirmação da suspeita de dengue.
As orientações e cuidados são instituídos na suspeita clínica, não sendo necessário aguardar a confirmação sorológica – especialmente porque é uma doença aguda que usualmente se resolve em até 10 dias. Não existe tratamento específico para a dengue, sendo necessária a hidratação – via oral ou endovenosa – e manejo dos sintomas e queixas com medicamentos sintomáticos.
Monitoramento
A Prefeitura de Jundiaí, a partir da Sala de Situação da Saúde – composta por técnicos de diversas Unidades de Gestão – monitora o cenário e ampliou as estratégias para prevenção e enfrentamento das arboviroses, principalmente a partir de ações para conscientizar a população a ser proativa, eliminando do ambiente quaisquer objetos que possam acumular água.
Assessoria de Imprensa
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