‘Dona Irene’ é o vencedor do 5º Festival de Curtas-Metragens de Jundiaí
Publicada em 30/07/2025 às 12:00
Tendo como vencedor o curta-metragem “Done Irene”, dirigido por Gustavo Campos, o 5º Festival de Curtas-Metragens da Unidade de Gestão de Cultura (UGC) chegou ao final na noite do último domingo (27), após dez dias de programação gratuita na Sala São Paulo-Minas, a sala de cinema do Espaço Expressa.
“Fiquei muito feliz e honrado, sobretudo por ter sido um filme que fiz para as minhas avós Helly e Ignes, é uma grande homenagem a elas. É por isso que tem assim tanto afeto e carinho, pois ele parte de um lugar íntimo, do meu relacionamento com elas, da nossa experiência de convivência e das dificuldades que enxergo nelas em lidar com a velhice e com a perda da autonomia e da liberdade. Foi processo muito feliz, por ter sido realizado na minha cidade e por mostrar também muito dela em suas cenas. Há tempos eu estava de olho na abertura das inscrições do Festival, pois para mim o mais importante era exibir o filme para a comunidade em que ele foi filmado e receber os espectadores que se identificam e se relacionam de maneira muito direta com ele”, comemorou Gustavo.
“Dona Irene”, de Gustavo Campos, foi o vencedor desta edição do festival
A obra premiada conta a história de dona Irene, uma dona de casa que, após sofrer uma queda, fica com medo de sair sozinha, tornando-se prisioneira dentro da própria casa. Após a contratação por seu filho de uma cuidadora para lhe fazer companhia, Irene consegue aproveitar-se da situação para voltar a explorar o mundo lá fora. O papel da protagonista é desempenhado por Basilides Ortega, atriz jundiaiense de 83 anos.
Já o segundo lugar, divulgado na noite do sábado (26), foi para o filme “Vermelho Urucum, Preto Jenipapo”, da produtora ZS Filmes. E o terceiro colocado, conhecido na sexta-feira (25), foi “Cogito Ergo Sum”, dirigido por Guilherme Sai.
Para esta edição, a premiação da Mostra Competitiva totalizou R$ 15 mil, sendo R$ 500 destinados aos colocados entre a 24ª e a 4ª posição da Mostra Competitiva, além de R$ 1mil, R$ 1,5mil e R$ 2 mil, respectivamente, para o 3ª, 2º e 1º lugares. Os três campeões também receberam o novo troféu do festival, que homenageia a Ponte Torta, num desenho do artista Lucas Moreira, da câmara setorial do Audiovisual do CMPC.
Realizadores dos filmes, na última noite do Festival
Marcelo Silva e Camila Coelho Brandão representaram o diretor Guilherme Sai, na 3º colocação com “Cogito Ergo Sum”
Numa realização da Cultura, em parceria com o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC), esta edição do festival contou com 30 trabalhos selecionados – seis pela Mostra Paralela e exibidos nos dias 18 e 19 de julho, e 24 pela Mostra Competitiva, com exibições nos dias 22, 23, 25, 26 e 27. A programação contou ainda, por meio de uma parceria da UGC com o CULTSP PRO, programa de qualificação profissional, inovação e sustentabilidade da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, com seis masterclasses aos domingos sobre temas diversos.
O diretor de Cultura da UGC, William Ramos, reforçou o êxito desta edição. “O festival deste ano chega ao fim, celebrando uma programação intensa, inovadora e repleta de parcerias estratégicas. Além da construção conjunta da Cultura com o Conselho, esta edição contou com a parceria com o CultSP Pro, somando ainda mais no âmbito formativo deste espaço que já é um dos principais na valorização da produção audiovisual na região. Isso tudo sem contar que foi a primeira edição realizada na Sala São Paulo-Minas, a sala de cinema do Espaço Expressa, tendo a força e a relevância do audiovisual local marcado presença nesta cena pulsante, criativa e com alto nível técnico. É um orgulho ver Jundiaí se firmando como referência nesse segmento”.
Esta foi a primeira edição do festival realizada na sala de cinema do Espaço Expressa
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ e Divulgação
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