Dia do Motociclista: histórias reais e o alerta para Jundiaí sobre os riscos no trânsito Publicada em 27/07/2025 às 09:15 Neste domingo (27), é celebrado o Dia do Motociclista, mas em Jundiaí a data convida à reflexão e reforça um alerta necessário: o trânsito pode ser implacável, e em segundos, uma vida inteira pode mudar de direção. Uma estatística que preocupa e entristece: nos últimos 12 meses, o município liderou o ranking nacional de mortes no trânsito entre cidades com mais de 300 mil habitantes, e mais de 50% dessas mortes foram de motociclistas. Diante desse cenário, a Prefeitura de Jundiaí chama a atenção da população para a importância de escolhas seguras no trânsito. O respeito às leis, a atenção redobrada nas vias e a valorização da vida são atitudes simples que podem evitar tragédias. Para dar voz a essa mensagem, duas histórias reais mostram como segundos de descuido mudaram vidas para sempre, e como a superação pode transformar dor em consciência. Milton Kathleen e a mãe Suzy “Era só um cruzamento, mas mudou o sentido da minha vida” Milton, 37 anos, voltava do trabalho de moto em 2019 quando se chocou com um veículo em um cruzamento. O acidente o deixou paraplégico. Hoje, ele é conhecido como “o cadeirante feliz do bairro”, mas sua trajetória até aqui foi de muito aprendizado e transformação. “Depois do acidente, a minha vida mudou fisicamente, claro, mas também mudei por dentro. Eu achava que era só eu no mundo. Não me importava com ninguém, nem com minha família. O acidente me ensinou a viver de novo”, relata. A reabilitação de Milton aconteceu com o apoio da equipe do NAPD (Núcleo de Assistência à Pessoa com Deficiência), da Prefeitura de Jundiaí, onde ele passou por fisioterapia, acompanhamento psicológico e retomou sua autonomia. “Entendi que a vida tem propósito. Hoje vejo que, se eu fosse mais prudente, nada disso teria acontecido. Educação no trânsito salva vidas.” “A vida muda em segundos. E às vezes não tem volta” Kathleen tinha 24 anos quando sofreu um acidente de moto em novembro de 2023. Em um dia de calor intenso, a caminho do trabalho, perdeu o controle da moto e colidiu contra o guarda-corpo. Sua mãe, Suzi, estava na garupa. “Não me lembro de nada. Quando acordei, tinha perdido o braço direito. Era o que eu mais usava, sou destra. Minha autoestima e independência ficaram destruídas”, lembra Kathleen. Nos meses seguintes, ela precisou de ajuda para tudo: se alimentar, ir ao banheiro, cuidar de si mesma. Mas, aos poucos, reencontrou forças. “Hoje consigo fazer 90% das coisas com o braço esquerdo. A vida mudou, mas sigo em frente. O motociclista é muito vulnerável. Quem anda de moto precisa ter consciência e dirigir por si e pelo próximo.” A mãe, Suzi, também teve ferimentos graves e precisou usar cadeira de rodas durante o período de recuperação. “Ver minha filha naquela situação foi traumatizante. A imprudência no trânsito pode matar. São segundos que mudam a vida de toda uma família. A gente aprende que precisa ter mais paciência, mais respeito e mais responsabilidade.” Valorize a vida. Faça escolhas seguras. As histórias de Milton e Kathleen não são exceções, e sim retratos de uma realidade que pode ser evitada. Por isso, neste Dia do Motociclista, a Prefeitura de Jundiaí reforça o apelo: Use capacete, respeite os limites de velocidade, não dirija com sono ou sob efeito de substâncias. Pequenas escolhas no trânsito fazem toda a diferença, podem salvar vidas. “Não deixe um acidente contar sua história. Escolha a vida.” Assessoria de Imprensa Fotos: Arquivo PMJ

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