Vôlei adaptado une atividade física, saúde e socialização em Jundiaí
Publicada em 28/06/2026 às 08:15
Para muitas pessoas, o esporte é um grande remédio que ajuda a evitar e combater males do corpo de da mente. Para Mafalda Casarin, de 84 anos, aluna do programa Esporte Maior, da Secretaria de Esporte e Lazer (SMEL) da Prefeitura de Jundiaí, praticar atividade física é muito mais do que isso. “O esporte para mim é tudo. Me faz sentir bem, com saúde, e agrega amizades. Me sinto nova fazendo ginástica corporal e vôlei adaptado”, admitiu.
O voleibol adaptado é uma das modalidades que atende diferentes faixas etárias, com destaque para as categorias da melhor idade (60+ e 70+). Além de incentivar a prática esportiva, a modalidade promove qualidade de vida, bem-estar e convivência social. Com regras adaptadas para garantir a segurança dos participantes, o esporte prioriza movimentos de baixo impacto e a preservação das articulações, incluindo a proibição de saltos, a realização do saque por baixo e a ausência de rotações durante as partidas.
Mafalda e o professor Pires
Aluna de 84 anos treina no CECE Ovídeo Bueno
Nascida em Jarinu, Mafalda mora em Jundiaí há mais de sete décadas, quatro delas fazendo atividade física. Passou a valorizar ainda mais o esporte depois de se curar de um câncer de mama e superar uma separação difícil. Em 1996, ela teve o diagnóstico da doença, passou por cirurgia e, dois meses depois, voltou a fazer esporte. “Meu professor na época tinha perdido a mãe com a mesma doença. Então ele me incentivou muito. O médico me autorizou a voltar para o esporte dentro do meu limite. Foi o que fiz. Isso me deu um ânimo enorme”.
Ela é aluna do professor Marcelo Duarte Nitsch, treinador do Time Jundiaí feminino de vôlei adaptado. O educador esportivo e técnico da equipe masculina, José Antônio Pires, é o auxiliar de Marcelo no dia a dia do elenco feminino. “A Mafalda mostra que idade é apenas um número. Ela esbanja vontade de viver. É muito querida por todos, pelo alto astral e a forma que encara a vida, sem medo”, disse Pires. “Falar da Dona Mafalda é muito fácil. É prestar uma homenagem a uma pessoa iluminada, feliz e criativa. Quem convive com ela sente a força de vida que a Mafalda tem. Eu a conheço há 30 anos e tenho por ela grande admiração. Sempre foi proativa, colaborativa e com sorriso fantástico no rosto. Nos faz acreditar que a vida vale a pena. Eu é que sou aluno dela no aprendizado do que é viver”, emendou Marcelo.
Para Mafalda, a cabeça da pessoa sempre deve ser seu guia. Encarar as dificuldades tem que nortear a vida, por maiores que elas sejam. Como ela fez em relação à doença. “Tem gente nesta situação que acha que morrerá amanhã. Eu fui para frente e estou aqui até hoje. O esporte foi uma terapia e me ajudou a superar o problema, me colocou lá pra cima”, continuou.
Professor Marcelo comanda atividade do Time Jundiaí de Vôlei Adaptado: “A Mafalda nos faz acreditar que a vida vale a pena”
Professores e amigos
Os professores Marcelo e Pires e seus colegas Rachel e Clarina são especiais para a aluna do Time Jundiaí. “Adoro todos eles e sou grata pelo apoio que me deram. São professores e grandes amigos meus. Se eu preciso de alguma coisa, recorro aos amigos do Time Jundiaí, que é um timaço! Eu e minhas colegas não fazemos apenas esporte. Viajamos juntas, passeamos, comemos pizza e tomamos café juntas”, completou Mafalda.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
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