Seguros e franquias: em alta, setores podem ser alternativa para empreendedores
No Brasil, o setor de seguros faturou 11,2 bilhões de reais apenas em maio. Na mesma linha, as franquias também estão em crescimento mesmo em meio à crise de Covid-19. Para os empreendedores que sentiram o impacto da pandemia, abraçar a mudança pode ser a solução
Segundo dados da plataforma de análises IRB+Inteligência, o setor de seguros no Brasil faturou 11,2 bilhões de reais apenas em maio, o que representa uma alta de 26,4% em relação ao mesmo período de 2020.
Ainda segundo o estudo, o mercado segurador atingiu a marca de 54,2 bilhões de reais no acumulado de 2021, um acréscimo de 15,9% se comparado ao ano anterior.
Já a Síntese Mensal, estudo realizado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) a partir dos números das seguradoras, revelou que o mercado de seguros arrecadou R$ 46,47 bilhões nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na mesma linha, o setor de franquias também apresenta crescimento mesmo em meio à crise de Covid-19. Análises promovidas pela ABF (Associação Brasileira de Franchising) detectaram que o segmento teve uma recuperação considerável no 2º trimestre de 2021, com uma variação positiva de 48% no faturamento entre abril e junho.
Segundo Rafael Marutaka - CEO do Grupo Lamadre -, se considerados juntos, os números de ambos os mercados fomentam a abertura de novos empreendimentos. Entretanto, é preciso estar atento para investir de forma assertiva em um cenário de crise sanitária.
Para sobreviver à crise, empreendedores devem explorar novas possibilidades
Nem todos os setores responderam bem diante da crise sanitária. Em média, 45% das 2,8 milhões de empresas brasileiras em funcionamento (na primeira quinzena de julho) declararam que foram impactadas pela pandemia, conforme informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por sua vez, o percentual de empresas que continuam registrando perdas no faturamento, de 79%, apresenta estabilidade desde fevereiro, segundo dados da 11ª edição da pesquisa "O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios", realizada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) com a FGV (Fundação Getulio Vargas), a partir de dados da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e do Ministério da Saúde.
Na visão de Marutaka, os indicativos demonstram que grande parte dos empreendedores dos setores mais atingidos sofreu baixas e, agora, precisa rever seus planos de negócio e explorar outras possibilidades.
"Para os empreendedores de segmentos que sentiram o maior impacto da pandemia, abraçar a mudança pode ser a chave para a sobrevivência. Empresas do setor contábil e imobiliário, por exemplo, podem se beneficiar do aquecimento dos setores de seguros e franquias. É uma possibilidade de ampliar seus negócios sem a necessidade de grande investimento de capital, utilizando-se, inclusive, de uma carteira de clientes já construída", observa.
O CEO destaca que o setor imobiliário, especificamente, possui uma série de necessidades que cruzam com o segmento de seguros, como o seguro fiança, seguro contra incêndio, seguro residencial e outros que são necessários para a manutenção e bem dos imóveis. Possibilidades que, em geral, uma imobiliária não aproveita.
"Como todos sabemos, a crise de Covid-19 acelerou a transformação digital e pôs os empreendedores à prova, exigindo jogo de cintura e rápida tomada de decisão. Hoje, mais do que nunca, esses empresários devem assimilar a importância da transformação para não apenas sobreviver, mas participar do reaquecimento do mercado que certamente está por vir", conclui.
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