Fisioterapia home care auxilia síndrome pós-covid-19 sentida por 80% dos doentes
A fisioterapia domiciliar ajuda na reabilitação pulmonar, controle da fadiga, restabelecimento da força, restabelecimento do controle neurológico e circulatório, falta de capacidade aeróbica, entre outros
Pacientes infectados e tratados da covid-19 foram detectados com a síndrome pós-covid (sequelas deixadas pela doença) em que, até, 80% dos recuperados sentem ao menos um sintoma até quatro meses depois do fim da infecção, conforme o recente estudo brasileiro realizado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor/FMUSP). Com isso, o volume de pacientes das empresas de serviços de home care teve um crescimento médio estimado em 15% ao longo do ano passado, principalmente em tratamentos de fisioterapia, segundo o Núcleo de Empresas de Atendimento Domiciliar (Nead).
A fisioterapia domiciliar, conhecida também por fisioterapia home care, é uma modalidade terapêutica que acompanha o fisioterapeuta há muito tempo e está se expandindo cada vez mais, hoje é muito utilizada para os cuidados da síndrome pós-covid, afirma Mariana Bracarense Carvalho, graduada em Fisioterapia com experiência em fisioterapia domiciliar nas áreas neurológica, ortopédica, respiratória, cardíaca, entre outras.
"O intuito do home care, neste tipo de assistência, é proporcionar comodidade, facilidade e conforto aos pacientes. Além de ser realizado no âmbito familiar, o atendimento é caracterizado por ser mais humanizado, individualizado, com um olhar além das demandas físicas, considerando os aspectos emocionais, ambientais e sociais, que interferem na saúde do paciente", explica a fisioterapeuta.
O atendimento da fisioterapia domiciliar é voltado, principalmente, para idosos, pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção, diz Mariana, mas atualmente o perfil vem mudando devido à covid-19, a flexibilização de horários e a praticidade de ter o tratamento prestado na residência.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas que passaram longos períodos lutando contra a doença no hospital precisam de cuidados continuados, como na fisioterapia, por algum tempo. De acordo com a organização e o Observatório Europeu de Sistemas e Políticas de Saúde, as sequelas atingem uma a cada 10 pessoas, em casos mais graves sobe para 7 a cada 10 pacientes hospitalizados pela covid-19. Uma pesquisa da Universidade de Leicester, no Reino Unido, analisou cerca de mil pacientes que ficaram internados entre março e novembro de 2020, e identificou que algumas pessoas sofreram por mais de 5 meses após a alta, precisando de tratamentos fisioterápicos para sua reabilitação.
Conforme a especialista, com a pandemia o tratamento com a fisioterapia home care tornou-se uma opção segura, proporcionando comodidade em um ambiente protegido, evitando aglomerações e o risco no deslocamento. Não só para idosos, acamados e pessoas com dificuldade de locomoção, mas também para as pessoas que possuem doenças tardias da pós-covid, doenças crônicas, cardiovasculares, respiratórias, neurológicas, ortopédicas, acompanhamento gestacional, entre outras, em que, a descontinuidade e interrupção do tratamento, podem trazer prejuízos para a saúde.
De acordo com o National Institute of Health (NIH) dos Estados Unidos da América, consideram-se sintomas mais prevalentes em pessoas com histórico de covid-19 e hospitalização: fadiga ou fraqueza muscular (63%), necessidade de meio auxiliar de locomoção (28,8% e 39,8% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente), dispneia (34,5% e 45,1% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente), entre outros.
"Com o atendimento fisioterapêutico domiciliar neste momento delicado, nós fisioterapeutas, podemos auxiliar não só no tratamento das limitações e disfunções que as doenças crônicas apresentam, e sim, intervir também no processo de prevenção e promoção da saúde desses pacientes. Como por exemplo, estimular a realização de exercícios terapêuticos respiratórios e atividades físicas diárias, a fim de auxiliar, também, na prevenção da covid-19, fortalecendo o sistema imunológico e respiratório", finaliza a fisioterapeuta Mariana Bracarense.
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
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