Centro da Gente: os quatro eixos que organizam a transformação do Centro de Jundiaí
Publicada em 17/11/2025 às 16:00
As ações de revitalização do Centro de Jundiaí, iniciadas no começo deste ano, avançam por diferentes frentes e seguem um planejamento dividido em quatro eixos. Estruturado para organizar intervenções que vão da manutenção cotidiana às obras de requalificação urbana, o programa Centro da Gente detalha como essas iniciativas têm sido conduzidas e o que está previsto para os próximos meses.
Essas frentes reúnem iniciativas de diferentes áreas da Prefeitura e envolvem medidas de curto, médio e longo prazo, da manutenção básica às obras de requalificação, passando por moradia e mobilidade. A coordenação fica a cargo do Grupo de Trabalho do Centro (GT Centro), que integra diversos serviços, secretarias e a escuta com a população.
Área central de Jundiaí, foco das ações integradas do programa Centro da Gente
Zeladoria Urbana: o cuidado que começa pelo básico
O primeiro eixo concentra as ações que impactam diretamente o dia a dia de quem circula pelo Centro. São medidas de manutenção, segurança, regularização de imóveis e assistência social.
O programa Quem Ama Cuida, da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMISP), reforça a limpeza diária, paisagismo, poda de árvores, retirada de lixo, reparos no mobiliário urbano e lavagem das praças. A retirada das antigas “caravelas” e a instalação de novos equipamentos na Praça da Matriz também fazem parte dessas intervenções iniciais.
Na segurança, o Centro Seguro retoma rondas da Guarda Municipal a pé e de bicicleta, amplia a iluminação, integra o sistema de vigilância digital, implementa o programa vizinhança solidária e prevê rotas seguras para mulheres. A implantação de um ponto fixo de atendimento da GM próximo à Matriz está entre as medidas em andamento.
O Centro Inclusivo mira a população em situação de vulnerabilidade, com a implantação da Moeda Social, reforço da abordagem social no território e articulação com entidades que atuam na região. Já o Desenvolve Centro organiza mutirões para regularização de imóveis e comércios, em parceria com associações e instituições, além de prever incentivos para recuperação de fachadas.
“A zeladoria é o ponto de partida. Quando o espaço público demonstra cuidado, as pessoas se apropriam dele e a transformação começa a aparecer”, afirma Renan Peres, assessor da SMISP e integrante do GT do Centro.
Rondas da Guarda Municipal reforçam a segurança no Centro como parte das ações de Zeladoria Urbana
Promoção de Habitação: trazer gente de volta ao Centro
A segunda frente do programa busca recuperar o Centro como um bairro de fato, preenchido por moradores. A ideia é aumentar a oferta de moradias, diversificar o perfil dos habitantes e fortalecer a presença de pessoas nas ruas, não apenas durante o horário comercial.
“A estimativa é chegar a cerca de 500 unidades de habitação de interesse social em modalidades distintas. É um movimento estrutural, pensado para médio e longo prazo”, explica Rafael Negrin, da Secretaria de Habitação Social (SMHAB) e integrante do GT do Centro.
Imóveis da região central integram os estudos para retrofit e novas habitações previstas pelo programa
Requalificação Urbana: novos espaços para circular e conviver
O terceiro eixo reúne os projetos de transformação física do Centro. São obras e intervenções urbanas que pretendem renovar áreas emblemáticas, criar espaços de convivência e valorizar o patrimônio histórico.
Entre os projetos em andamento estão a Requalificação da Praça da Matriz, que deve receber banheiros públicos, novo mobiliário, arborização e reorganização do espaço; a revitalização da Praça das Bandeiras; melhorias nos calçadões; e o Parque Expressa, que forma um novo corredor urbano.
A proposta também envolve fortalecer a programação cultural com eventos como Concerto na Praça, Sexta no Centro, desfiles, feiras e rotas turísticas, culturais, gastronômicas e históricas, para impulsionar o comércio local.
“As obras estruturantes e as atividades culturais funcionam como alavancas para o Centro. A ideia é que as pessoas queiram circular, permanecer e consumir na região”, explica Daniela Colagrossi, engenheira pós graduada em Gestão de Cidades e mestre em Arquitetura, tecnologia e Cidade da SMPUMA e coordenadora do GT do Centro.
Movimento na Praça da Matriz, que recebe programação cultural e integra o conjunto de espaços em processo de requalificação
Mobilidade Urbana: acesso seguro e integração com a cidade
O quarto eixo trata da circulação no Centro, tanto de pedestres quanto de veículos e ciclistas. A meta é melhorar a segurança viária, facilitar deslocamentos e integrar o Centro a outras regiões.
O pacote inclui o mapeamento de pontos críticos de trânsito, revisão de travessias, redução de velocidade em trechos específicos e a criação de uma via exclusiva para pedestres ligando o Terminal Central à região da Rua Barão do Triunfo. Outra proposta é a implantação de um micro-ônibus circular conectando bolsões de estacionamento à área central.
A readequação das linhas de transporte coletivo e a expansão da ciclovia para dentro do Centro também fazem parte desse eixo.
Com esses quatro pilares, o Centro da Gente se desenha como um programa de transformação gradual, que combina obras, regulamentações, políticas sociais e reorganização urbana. A intenção é que o Centro volte a ser um espaço vivido, frequentado e reconhecido como referência cultural e econômica da cidade.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
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