Colóquio reúne especialistas e destaca descobertas sobre o sagui-caveirinha na Serra do Japi
Publicada em 27/11/2025 às 17:00
A Câmara Municipal de Jundiaí recebeu, nesta semana, o 2º Colóquio Científico que reuniu pesquisadores, autoridades e representantes da sociedade civil para apresentar e discutir novos estudos sobre o sagui-caveirinha, espécie nativa e ameaçada que habita a região. O encontro reforçou a importância da pesquisa científica e do monitoramento ambiental para a conservação da fauna da Serra.
A atividade foi promovida pela Fundação Serra do Japi em parceria com a Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara. Nesta edição, foram apresentados os resultados da pesquisa de Aline Croce, mestra em Biologia, realizada com o apoio de Mabel Sánchez Palacios, doutoranda em Ecologia, e orientação da Profa. Dra. Eleonore Zulnara Freire Setz.
O estudo analisou a distribuição da espécie nas diferentes paisagens da Reserva Biológica da Serra do Japi e investigou a presença de indivíduos híbridos, resultado da interação com outros saguis. Aline destacou que o sagui-caveirinha, reconhecido pelo rosto branco e pela pelagem escura com tons dourados, é uma espécie endêmica de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e uma das mais ameaçadas entre os primatas.
“A Serra do Japi reúne condições ambientais que ainda permitem a manutenção de grupos do sagui-caveirinha. O levantamento de campo e as entrevistas com moradores da regiçao ajudaram a ampliar a compreensão sobre onde o sagui-caveirinha ocorre e como a população enxerga essa fauna. Esses dados são fundamentais para orientar estratégias de conservação mais efetivas”, afirmou Aline.
A Profa. Eleonore Setz destacou a relevância dos resultados, especialmente pela dimensão da área amostrada e pelo tamanho dos grupos registrados. “A Serra do Japi abriga populações maiores e mais estáveis do que muitos fragmentos estudados em Minas Gerais e São Paulo. É uma contribuição científica valiosa para entendermos a ecologia da espécie”, avaliou.
A doutoranda Mabel Sánchez também reforçou a importância do estudo. Segundo ela, o número de indivíduos por grupo observado na Japi é superior ao registrado em outras regiões. “Isso demonstra o potencial da serra para manter populações saudáveis e reforça a ideia de adotar o sagui-caveirinha como símbolo da Serra do Japi, fortalecendo ações de educação ambiental e conservação”, disse.
O superintendente da Fundação Serra do Japi, Flávio Gramolelli Jr., enfatizou que o espaço do colóquio fortalece o diálogo entre ciência, comunidade e poder público. “Compartilhar pesquisas amplia o entendimento sobre nossa fauna e ajuda a orientar políticas públicas voltadas à preservação da Serra do Japi”, afirmou.
Durante o colóquio, os vereadores Henrique Parra Filho e João Victor, da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente, anunciaram que estão protocolando um projeto para tornar o sagui-caveirinha símbolo oficial da Serra do Japi.
A ideia surgiu no final do ano passado, durante a apresentação inicial da pesquisa da Aline. A proposta busca incentivar ações de educação ambiental, reforçar o monitoramento da fauna e ampliar a proteção da floresta, essencial não apenas para o sagui, mas para diversas outras espécies que habitam a região.
O 2º Colóquio Científico integra as iniciativas da Fundação Serra do Japi e da Prefeitura de Jundiaí para valorizar a produção científica, difundir conhecimento e fortalecer o engajamento social na preservação de um dos mais importantes remanescentes de Mata Atlântica do interior paulista.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafo PMJ
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