Arquivo Histórico preserva documentos e mantém viva a memória de Jundiaí
Publicada em 30/08/2026 às 09:06
Em meio à programação do Mês do Patrimônio, que reforça a importância de preservar e valorizar as referências que ajudam a contar a história de Jundiaí, o Arquivo Histórico Professora Maria Ângela Borges Salvadori se destaca como um espaço de pesquisa, preservação e difusão da memória do Município. Muito além de guardar documentos antigos, o equipamento, ligado ao Departamento de Museus da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), reúne registros de diferentes períodos que ajudam a compreender a trajetória da cidade.
Documentos históricos preservados pelo Arquivo ajudam a contar e compreender a trajetória de Jundiaí
Da preservação à pesquisa
O trabalho do Arquivo envolve diversas etapas antes que os documentos sejam disponibilizados aos pesquisadores, como reconhecimento, pesquisa, catalogação, higienização e acondicionamento. A equipe também adota cuidados específicos para a conservação dos objetos do acervo, registrando informações como dimensões, origem, histórico e conteúdo de cada item e garantindo condições adequadas de armazenamento e proteção.
“A gente faz uma ficha bastante completa, registrando tudo o que está sendo observado no documento, desde o tamanho e a cor até a origem e o histórico. Depois vem a higienização e o acondicionamento, porque preservar também significa garantir que esse material possa continuar sendo consultado no futuro”, explica o historiador Gilson Santos, que integra a equipe do Arquivo Histórico.
Esse trabalho está diretamente ligado às pesquisas desenvolvidas pela equipe. A análise dos documentos permite identificar informações, estabelecer relações entre diferentes registros e reunir conteúdos que podem ser apresentados ao público. Um dos resultados desse processo é a atual exposição “Jundiahy Colonial e Imperial”, que leva ao Museu Histórico e Cultural “Solar do Barão” parte das pesquisas realizadas a partir do acervo.
Arquivo preserva registros que são fontes de pesquisaas
Além de documentos, também há objetos históricos
Para o sociólogo Marcelo Raulino, que também integra a equipe do Arquivo Histórico, essa atuação amplia a função do equipamento. “O trabalho do Arquivo não termina na preservação física. A pesquisa, a organização e a divulgação desses documentos também são formas de fazer com que a população tenha contato com a própria história”, destaca.
Curiosidades que atravessam os séculos
Entre os documentos preservados pelo Arquivo, está o livro de atas da Câmara Municipal, cuja primeira ata data de 1663, considerado o documento original mais antigo do acervo. Há também registros relacionados à carta de data de 1657, porém em forma de traslados, ou seja, cópias produzidas posteriormente. Entre os materiais mais consultados estão documentos administrativos, jornais e registros para pesquisas históricas, com a procura variando conforme o período do ano.
A atuação integrada entre preservação, pesquisa e atendimento permite que documentos produzidos há décadas ou séculos continuem contribuindo para a compreensão da cidade e de sua trajetória. É esse trabalho cotidiano que transforma o acervo histórico em uma fonte acessível de conhecimento e memória para diferentes gerações.
Documentos que contam a história de Jundiaí
Equipe do Arquivo Histórico
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
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