Casos de coronavírus em série colocam em dúvida sequência do Giro d'Italia
Mitchelton-Scott e Jumbo-Visma deixaram a corrida antes da largada da décima etapa em razão da doença
A sequência do Giro d'Italia foi colocada em dúvida nesta terça-feira, quando duas equipes, um candidato ao título e outro competidor do pelotão de elite abandonaram a prova, uma das três principais do ciclismo mundial, após uma série de testes positivos para o coronavírus.
As equipes Mitchelton-Scott e Jumbo-Visma deixaram a corrida antes da largada da décima etapa, nesta terça. Quatro membros da Mitchelton-Scott testaram positivo, na sequência do abandono do seu líder, Simon Yates, antes da oitava etapa, no sábado, após também contrair a covid-19.
Até então candidato ao título, o holandês Steven Kruijswijk, da Jumbo-Visma, e o australiano Michael Matthews, da Sunweb, também testaram positivo nos 571 exames realizados na segunda-feira, dia de descanso da prova. Por isso, Kruijswijk e Matthews abandonaram o evento.
"Dentro da equipe, nós tomamos várias medidas para evitar a contaminação. E eu me sentia bem. Eu não posso acreditar que contraí. É uma grande decepção receber essa notícia. É uma pena ter de deixar o Giro dessa forma", disse Kruijswijk. O holandês era o 11º colocado na classificação, a 1min23 do líder, o português João Almeida, e havia terminado três etapas nas dez primeiras posições.
Em seguida, a Jumbo-Visma também se retirou, embora a décima etapa tenha se iniciado com as 20 equipes restantes. Além disso, um membro da equipe Ineos Grenadiers e um da AG2R-La Mondiale testaram positivo e foram colocados em isolamento.
O diretor do Giro, Mauro Vegni, reconheceu preocupação com os testes. Ele sugeriu na semana passada que a prova não terá um vencedor se não terminar como planejado em Milão em 25 de outubro.
"Infelizmente recebemos a notícia na noite de segunda-feira de que tivemos resultados positivos de covid-19 de membros de nossa equipe após a terceira rodada de testes em três dias", afirmou o gerente geral da Mitchelton-Scott, Brent Copeland. "É uma responsabilidade social com nossos ciclistas, a equipe, o pelotão e a organização da corrida tomar a decisão de nos retirar do Giro D'Italia", acrescentou.
A Itália vem tendo cerca de 5.000 novos casos de coronavírus por dia, o que tem levado o governo a considerar a adoção de mais restrições, após tornar obrigatório o uso de máscaras ao ar livre na semana passada.
"Felizmente, os afetados permanecem assintomáticos ou com sintomas leves, mas, como uma organização, a saúde de todos os nossos ciclistas e funcionários é nossa principal prioridade e agora estamos focados em transportá-los com segurança para áreas onde fiquem mais confortáveis para a realização de um período de quarentena", disse Copeland.
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