Juíza bloqueia R$ 5 milhões de Campos Machado por 'caixa 2' do grupo CCR
A juíza Aline Aparecida de Miranda, da 3ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, determinou na última sexta-feira, 23, o bloqueio de R$ 5.803.805,20 em bens do deputado estadual paulista Campos Machado (PTB).
A decisão atende a um pedido dos promotores José Carlos Blat, Paulo Destro, Silvio Marques e Karina Moro, do Ministério Público de São Paulo, em ação de improbidade administrativa apresentada contra o parlamentar pelo suposto recebimento de propinas do Grupo CCR. Segundo a Promotoria, Campos Machado foi um dos beneficiários de doações eleitorais não declaradas ('caixa 2'), entre os anos 2009 e 2013, 'por meio de um complexo esquema de emissão de notas fiscais falsas'.
Há elementos suficientes a permitir, nesta ocasião, a excepcional decretação de indisponibilidade dos bens perseguida pela autora", escreveu a magistrada no despacho.
O inquérito que ensejou a ação de improbidade contra o petebista foi aberto em 2018, após o Estadão revelar que o operador Adir Assad afirmou, em delação premiada à Operação Lava Jato, ter recebido por meio de suas empresas de fachada cerca de R$ 46 milhões de concessionárias de rodovias do Grupo CCR.
"Após as devidas apurações e assinatura de um termo de autocomposição com o Grupo CCR, a Promotoria de Justiça constatou que vários agentes públicos, ex-agentes públicos e partidos políticos receberam do Grupo CCR valores a título de propina ou contribuição não declarada para campanhas eleitorais ("caixa 2"), entre 2009 e 2013, por meio de um complexo esquema de emissão de notas fiscais falsas. O demandado Antonio Carlos de Campos Machado foi um dos beneficiários do recebimento de quantia ilegal", sustenta o Ministério Público.
Durante as investigações, os promotores ouviram Renato Vale e José Roberto Gonzaga Meirelles, ex-diretores do conglomerado, além de Everaldo Oliveira Nascimento e Roberto Avelino Pereira Filho, ex-funcionários do Grupo CCR. Segundo os autos do inquérito, o grupo confirmou o esquema de propinas a políticos e reconheceu repasses de R$ 1 milhão a Campos Machado.
COM A PALAVRA, O DEPUTADO CAMPOS MACHADO
"Esta decisão é um dos maiores absurdos que já vi, sem o menor fundamento e em absoluto desrespeito aos fatos. Tanto é verdade que essa ação trata de supostas doações eleitorais, justamente em épocas em que eu não disputei nenhuma eleição.
Além disso, de acordo com o próprio Supremo Tribunal Federal, apenas a fala de um delator, sem a apresentação de provas, não tem nenhum valor jurídico. O Supremo tem essa postura para evitar que se dê crédito a depoimentos mentirosos e oportunistas, que beneficiem unicamente o delator".
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
Comentários