Prefeitura intensifica monitoramento de carrapatos e reforça prevenção à febre maculosa em Jundiaí Publicada em 13/10/2026 às 11:11 Setembro e outubro são os meses que exigem maior atenção à febre maculosa, doença transmitida pela picada de carrapatos-estrela infectados. Com a chegada desse período, a Prefeitura de Jundiaí, por meio da Secretaria de Promoção da Saúde, reforça as ações de monitoramento e orienta a população sobre os cuidados necessários para evitar a doença. Nesta época do ano, é mais comum encontrar ninfas do carrapato-estrela, uma fase em que o parasita ainda é muito pequeno e pode passar despercebido na pele. Isso facilita sua permanência no corpo por mais tempo e aumenta o risco de transmissão da bactéria causadora da doença, caso o carrapato esteja infectado. O cuidado deve ser redobrado em áreas de mata, pastagens e locais com vegetação, especialmente onde circulam animais como as capivaras. Para acompanhar a presença desses carrapatos, a Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM) realiza inquéritos acarológicos, que consistem na instalação de armadilhas em pontos estratégicos da cidade. O trabalho é feito em áreas consideradas de risco, levando em conta fatores como registros de casos nos últimos dez anos, presença de capivaras, infestação por carrapatos e circulação de pessoas. Equipe da VISAM realiza inquéritos acarológicos Trabalho é feito em parques públicos considerando fatores de risco Como se proteger A principal orientação é evitar locais sinalizados com risco de presença de carrapatos. Quando for necessário frequentar essas áreas, alguns cuidados simples ajudam na prevenção: usar roupas claras, que facilitam a identificação dos parasitas, calças compridas, blusas de mangas longas e botas, de preferência com a barra da calça por dentro das meias. Também é importante examinar o corpo a cada duas horas para verificar se há carrapatos presos à pele. Caso algum seja encontrado, ele deve ser retirado cuidadosamente com uma pinça, sem ser esmagado. E as capivaras? Apesar de frequentemente associadas à febre maculosa, as capivaras não devem ser vistas como vilãs. Isso porque a presença desses animais não significa, necessariamente, que estejam com carrapatos. Da mesma forma, nem todo carrapato está infectado pela bactéria que causa a doença. As capivaras também têm um papel importante no equilíbrio ambiental e são protegidas por lei. Por isso, não devem ser capturadas, removidas ou eliminadas por conta própria. A melhor forma de prevenção é respeitar os animais e adotar os cuidados necessários nas áreas de risco. Atenção aos sintomas A febre maculosa pode provocar febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele. Os sintomas podem surgir entre dois e 15 dias após a exposição ao carrapato infectado. Em caso de sintomas suspeitos após passagem ou permanência em área de risco, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre eventual contato com carrapatos ou acesso a essas áreas, mesmo que a picada não tenha sido percebida. O diagnóstico e o início rápido do tratamento são fundamentais para evitar complicações e formas graves da doença. Assessoria de Imprensa Fotos: VISAM

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