O rastro da destruição no Congresso no dia seguinte à invasão
Criminosos depredaram tudo o que encontravam pela frente; trabalho de limpeza e troca de equipamentos quebrados deverá levar dias
André Borges
A sensação de quem circula pelas dependências do Congresso Nacional é de que um tsunami varreu tudo o que havia dentro das instalações do parlamento. Salões e gabinetes destruídos são o resultado da ação de extremistas que, no último domingo, 8, invadiram e depredaram a sede do Legislativo. O grupo seguiu, depois, pela Praça dos Três Poderes, para atacar o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Salões com carpetes cobertos por vidros estilhaçados. Cadeiras arrancadas e empilhadas, mesas depredadas. As cenas de destruição se repetem sala após sala. Os estragos começam no salão negro, por onde o grupo radical invadiu o Congresso, e seguem até o plenário do Senado, passando para presidência da Casa.
Na invasão do Congresso, os golpistas miraram até mesmo as câmeras de segurança interna. Os equipamentos de fiscalização de visitantes e de detecção de metais, que são máquinas de grande porte, foram completamente revirados.
Nas paredes de vidros escuros que circulam o Senado, é difícil encontrar alguma peça que esteja intacta. Todos foram quebrados com arremesso de metais, cadeiras e tudo o mais que os criminosos encontraram no caminho. Vasos de plantas foram arrebentados e espalhados no carpete.
Os terroristas destruíram, ainda, a tradicional maquete da cidade de Brasília que fica instalada entre o salão azul e o salão verde, na ligação do Senado com a Câmara. A entrada do gabinete da presidência do Senado foi completamente destruída, com suas portas arrancadas.
A reportagem encontrou equipamentos de segurança e computadores ainda ligados, jogados no meio dos entulhos que se formaram pelo caminho.
Em meio ao caos generalizado, uma área vital acabou por ficar intocada, a biblioteca do Senado Federal, que é dona de um acervo raro do parlamento.
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
Comentários