Petrópolis: em cenário caótico, por que cidade paga a ‘Família Real’ até hoje?
EDUARDA ANDRADE
Em estado de calamidade pública, Petrópolis é obrigada a pagar impostos à família real. Nas últimas semanas, a população dessa região tem sido vítima das fortes enchentes que deixaram mais de 218 pessoas desaparecidas. Com imóveis totalmente devastados, o governo mantém as taxações tributárias destinadas a realeza. Entenda os detalhes, abaixo.
Em todos os municípios nacionais, as pessoas são obrigadas a pagar impostos como o IPTU. No entanto, em Petrópolis há tarifas que não possuem um retorno para a economia nacional, sendo destinadas para a família real. A cobrança é chamada de laudêmio, criada em 1847 para validar o uso das terras dessa região.
Como funciona o imposto de Petrópolis para a família real?
O laudêmio foi criado por causa da Fazenda do Córrego Seco, comprada por D. João 6ª, que atualmente é ocupada por parte do centro e alguns bairros de Petrópolis. A ideia era evitar que os colonos alemães, que administravam o local, vendessem suas terras.
Porém, havendo a comercialização, poderiam cobrar pelo pedaço de chão. Desde então, todos os descendentes da família real recebem o equivalente de 2,5% do valor de venda de mercado do imóvel.
O imposto é pago para a Companhia Imobiliária de Petrópolis, órgão administrado pelos descendentes reais. Em caso de recusa, atualmente não é possível renovar e validar a escritura definitiva do imóvel.
Situação de Petrópolis com as chuvas
Nos últimos dias, o governo do Rio de Janeiro passou a solicitar ajuda ao governo federal para reconstruir parte da cidade que foi devastada pelas enchentes. Há mais de 200 pessoas desaparecidas e centenas de moradores com perda total em suas residências.
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