Clínica da Família Hortolândia conta com Grupo de Neuroatividade
Publicada em 20/11/2022 às 10:03
Há três meses, Ana Maria Martins Gerioli, de 70 anos, realiza no Centro de Convivência, Cultura, Trabalho e Geração de Renda (CECCO), vinculado à Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), atividades que estimulam sua coordenação, seu equilíbrio, fortalecem sua musculatura e ampliam suas habilidades cognitivas. A dona de casa integra o Grupo de Neuroatividade, uma das ações desenvolvidas pelo Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) da Clínica da Família Hortolândia.
“Eu tenho uma lesão no joelho e estava só a base de medicamentos. Fui encaminhada para participar e a melhora foi de 70%. Estou gostando muito e também está fazendo bem para a minha cabeça”, ressalta.
O Grupo de Neuroatividade é voltado para pessoas com capacidade funcional mais baixa, ou seja, pacientes em processos pós-operatório, acometidos por acidente cerebral vascular (AVC) e processos ortopédicos crônicos de maior debilidade. O encaminhamento é feito pela equipe de reabilitação, formada por fisioterapeuta, educador físico e terapeuta ocupacional, e também pelos médicos e enfermeiros da Clínica da Família, após avalição do paciente. Atualmente, 14 pessoas participam às sextas-feiras.
Atualmente, 14 pessoas com capacidade funcional mais baixa participam do grupo
“É um grupo de transição com usuários do equipamento que, muitas vezes, já passaram pelo Centro de Reabilitação Jundiaí (CRJ) e pelo Núcleo de Assistência à Pessoa com Deficiência (NAPD). Objetivamos a melhoria da condição em que estão ou que não evoluam negativamente, além de reintegrá-los ao convívio por meio das práticas corporais e cognitivas, visando o bem-estar físico e psíquico. Queremos que eles migrem para as demais práticas ofertadas, como o de caminhada, ginástica, Lian Gong, com o decorrer do tempo”, explica o fisioterapeuta Daniel Abade.
A aposentada por invalidez Nilza Conceição Clorado, de 61 anos, é uma das novatas no grupo. Ela foi encaminhada faz menos de um mês e já sente os benefícios. “Fiz cirurgia na coluna, no ombro, nos joelhos. Foram quatro, ao todo, porque meus ossos são muito fracos. Fui bem acolhida e estou me sentindo bem com os exercícios e com a interação com outras pessoas. Eu moro pertinho e é fácil participar”, conta.
“Vemos evolução constante dos pacientes, que nos trazem os relatos dos reflexos no dia a dia, como a maior facilidade para vestir roupas, escovar os dentes e subir escadas, por exemplo. Isso é muito gratificante”, comenta a terapeuta ocupacional Ariadne Lima.
Ana Maria destaca que sente o quanto as atividades são benéficas para sua saúde
Mais grupos
Inaugurada em setembro, com investimento de R$ 6 milhões para construção e mais R$ 500 mil com mobiliário, a Clínica da Família Hortolândia também conta com outras Práticas Integrativas e Complementares (PICs) desenvolvidas pelo NASF, a partir das equipes compostas por fisioterapeuta, educador físico, nutricionista, assistente social, terapeuta ocupacional, psicólogo e psiquiatra, além de médicos, enfermeiros e técnicos do equipamento de saúde. Os encontros ocorrem tanto no equipamento, como na Unidade de Apoio, no Centro Esportivo Aramis Polli e no CECCO.
“A atenção primária é voltada tanto ao cuidado com a doença, como a qualidade de vida e a prevenção. Estamos com grupos de ginástica, caminhada, Lian Gong, entre outros. Diariamente é feita a oferta para nossos usuários”, informa o gerente da Clínica da Família, Leonard Sardinha Cabral.
Nilza aponta os benefícios da integração com outros pacientes
Rede
O gestor de Promoção da Saúde, Tiago Texera, lembra que todas as UBSs e Clínicas da Famílias de Jundiaí também ofertam serviços que vão além do consultório médico.
“Em toda a rede de atenção primária são ofertados grupos de artesanato e de gestantes, meditação, auriculoterapia, fisioterapia, dança circular, Lian Gong, alongamento, entre outras atividades complementares, que promovem a promoção da saúde da população. O cardápio de serviços passa por ampliação e adequação de maneira constante para atender a população dos bairros. Para participar, basta o usuário procurar a unidade de referência para se informar sobre a programação”, enfatiza.
Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ
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