Dólar sobe a R$ 5,22 com aversão a risco global e temor pela mutação da covid-19
A variação do coronavírus, 70% mais transmissível, levou vários países europeus a suspenderem voos de aeroportos britânicos
O dólar à vista tem alta de 2,76%, a R$ 5,22, nesta segunda-feira, 21, em um dia no qual a valorização da moeda americana no exterior - ante outros pares principais e divisas emergentes diante da busca por segurança - foi motivada pelo surgimento de uma agressiva mutação da covid-19 no Reino Unido.
A mutação da covid-19 no Reino Unido pegou todos de surpresa e se sobrepõe a boa notícia do pacote de estímulos fiscais dos EUA, que é fator pró-risco e pode ser que as bolsas melhorem e o dólar desacelere a alta mais tarde, avalia o gerente da mesa de derivativos financeiros da corretora Commcor, Cleber Alessie Machado Neto.
A variação, 70% mais transmissível, levou vários países europeus a suspenderem voos de aeroportos britânicos e ofusca o fechamento de um acordo no Congresso dos EUA de cerca de US$ 900 bilhões em incentivos fiscais. A demora de negociadores democratas e republicanos para finalizar o acordo levou a Câmara dos Representantes a aprovar ontem um projeto de lei provisório de gastos de um dia para evitar uma paralisação do governo que começaria no primeiro minuto desta segunda-feira.
O pacote americano deve elevar a liquidez global, que pode beneficiar moedas emergentes, como o real. Mas diante dos ruídos políticos e fiscais no País, o investidor tende a continuar sendo seletivo na migração para a bolsa e renda fixa brasileira, limitando eventuais quedas.
Fluxo cambial
Como a demanda corporativa e de bancos tendem a continuar mais intensa nesta reta final do ano, o fluxo cambial pode ajudar a amenizar a maior procura por dólar e o Banco Central também pode vir a realizar novos leilões de linha com recompra no mercado à vista, além de já ter confirmado mais uma injeção de liquidez no mercado futuro via leilão de 16.000 contratos de swap cambial (US$ 800,0 milhões).
Na semana passada, dólar acumulou alta de 0,73%, interrompendo quatro semanas consecutivas de queda ante o real, movimento que acompanhou o enfraquecimento da divisa americana no exterior para as mínimas em dois anos e meio. Em dezembro, o dólar acumula baixa de 5% no mercado doméstico.
Na última sexta, o Banco Central fez dois leilões para atender a demanda extra, aportando US$ 2,8 bilhões, em linha (venda de dólar à vista com compromisso de recompra) e swap (venda de dólar no mercado futuro). Com isso, conseguiu fazer o dólar sair das máximas do dia, a R$ 5,11, e voltar a operar abaixo dos R$ 5,10, fechando com leve alta de 0,08%, a R$ 5,0829 no mercado à vista. Já o dólar para janeiro fechou em alta de 0,86%, a R$ 5,1005.
Europa
As bolsas europeias operam em baixa acentuada desde a abertura dos negócios desta segunda. Às 7h05 (de Brasília), o índice pan-europeu de ações, o Stoxx-600, tinha queda de 2,62%, a 385,52 pontos, com o setor de viagens liderando as perdas (-3,93%). A Bolsa de Londres caía 2,11%, a de Frankfurt perdia 3,01% e a de Paris cedia 2,91%. Já em Milão, Madri e Lisboa, as perdas eram de 2,65%, 3,62% e 3,56%, respectivamente.
No câmbio, a libra era destaque negativo, pressionada não apenas pela covid-19, mas também pelo impasse nas negociações entre Reino Unido e União Europeia para um acordo comercial pós-Brexit. O prazo final para um entendimento é o próximo dia 31. A moeda britânica caía de US$ 1,3494 a US$ 1,3213. Já o euro recuava a US$ 1,2163, de US$ 1,2248.
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