Retomadas em 2025, cirurgias de reconstrução de mama fortalecem linha de cuidado oncológico em Jundiaí com menos fila e mais humanização Publicada em 02/02/2026 às 09:00 Uma mulher que descobriu um câncer, foi submetida a duas mastectomias, enfrentou três anos de tratamento e hoje celebra cada momento da vida usando o biquíni que sempre sonhou. Essa é Telma Osorio da Silva, de 49 anos, que realizou, em 2025, uma cirurgia de reconstrução mamária, com prótese e enxerto. “Além de a minha recuperação ter sido muito boa, o resultado me trouxe de volta a felicidade que a doença havia tirado. Me sinto outra mulher”, comemora. Assim como Telma, muitas outras pacientes já tiveram a vida transformada pela reconstrução de mama, procedimento que voltou a ser realizado no município no ano passado, graças a uma parceria entre a Prefeitura de Jundiaí, por meio do Ambulatório da Saúde da Mulher, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) e o Hospital Universitário (HU). Assim como Telma, muitas outras pacientes já tiveram a vida transformada pela reconstrução de mama, procedimento que voltou a ser realizado no município no ano passado, graças a uma parceria entre a Prefeitura de Jundiaí, por meio do Ambulatório da Saúde da Mulher, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) e o Hospital Universitário (HU). Pelo fluxo estabelecido, o Hospital São Vicente é responsável pela integralidade do cuidado, com a contratação da equipe de mastologia e o fornecimento dos materiais necessários para os procedimentos cirúrgicos. O Ambulatório da Saúde da Mulher atua como serviço de apoio, oferecendo estrutura ambulatorial, exames, reabilitação e equipe multiprofissional. Já o Hospital Universitário é o local onde as cirurgias são realizadas. Segundo a secretária municipal de Promoção da Saúde, Márcia Facci, a reconstrução mamária vai muito além de um procedimento cirúrgico ou de uma questão estética: ela representa cuidado integral, respeito à dignidade e apoio à autoestima das mulheres que enfrentaram o câncer de mama. “Garantir esse acesso pelo sistema público de saúde é reconhecer que a recuperação não é apenas física, mas também emocional e social. Nosso compromisso é oferecer um atendimento cada vez mais humanizado, que acolha essas mulheres em todas as etapas do tratamento e da reconstrução de suas vidas.” Mais sorrisos, menos espera O projeto de retomada das cirurgias de reconstrução mamária em Jundiaí ganhou força no ano passado, quando a administração municipal definiu a parceria e organizou o fluxo de encaminhamentos das pacientes. “Isso mudou completamente a vida dessas mulheres, que antes precisavam aguardar na fila junto com outras emergências ou até buscar atendimento em outras cidades para realizar a reconstrução mamária”, destaca a ginecologista e mastologista Alicia Cardoso. Existem dois tipos de reconstrução. Um deles é a tardia, quando a paciente passa primeiro pelo tratamento oncológico e realiza a cirurgia depois – como foi o caso de Telma. Segundo Alicia, antes do novo fluxo, a espera por esse procedimento chegava a cinco anos. Hoje, o tempo médio é de cerca de seis meses, com uma agenda de aproximadamente uma cirurgia por semana no HU. O procedimento também pode ser feito em pacientes de qualquer idade, inclusive naquelas que trataram o câncer há muitos anos. O outro tipo é a reconstrução imediata, realizada no mesmo ato da mastectomia, quando há indicação clínica. “Nesses casos, conseguimos um resultado ainda mais preciso, pois aproveitamos a pele preservada, além de reduzir a fila de espera, trazendo mais agilidade e autoestima”, explica a especialista. João Bosco Ramos Borges, professor titular de Ginecologia e mastologista da Faculdade de Medicina de Jundiaí, destaca o impacto positivo da parceria, de acordo com cada paciente. “A mastectomia muitas vezes deixa marcas físicas e emocionais. Por isso, a reconstrução mamária – seja imediata, sempre que possível, ou tardia, para aquelas que não tiveram essa oportunidade no passado – é fundamental para recompor a estética mamária e ajudar no resgate da identidade e do bem-estar da mulher”, completa o professor. Assessoria de Imprensa Fotos: Arquivo pessoal/arquivo PMJ

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog