CORONAVÍRUS
Bolsas de NY fecham em baixa com impasse entre Tesouro e Fed e avanço da covid-19
As bolsas de Nova York fecharam o pregão em baixa nesta sexta-feira, 20, com o impacto da decisão do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, decidir não renovar os programas de empréstimos realizados em parceria com o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, apesar de notícias promissoras sobre vacinas contra a covid-19, a escalada da pandemia no curto prazo gera preocupação.
O Dow Jones caiu 0,75%, a 29.263,48 pontos, o S&P 500 recuou 0,68%, a 3.557,54 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,42%, a 11.854,97 pontos. Na comparação semanal, os dois primeiros índices acionários registraram baixas de 0,73% e 0,77%, respectivamente, mas o Nasdaq subiu 0,22%.
A semana foi marcada pela dualidade nas avaliações do mercado sobre a retomada econômica. De um lado, o avanço em vacinas experimentais para a covid-19 geram otimismo sobre o próximo ano. Por outro, a escalada da pandemia preocupa no curto prazo. O impasse entre o Federal Reserve e o Tesouro dos EUA sobre os empréstimos emergenciais na crise adicionou uma nova camada de incerteza.
Novos estímulos fiscais são desesperadamente necessários", declarou a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, em uma coletiva de imprensa nesta tarde. Depois de chamar a decisão de Mnuchin sobre os programas de empréstimos de "irresponsável", a democrata o acusou de querer sabotar a capacidade de resposta à crise do governo de Joe Biden, que assume a presidência dos EUA em 20 de janeiro. O secretário, por sua vez, disse que a "lei é muito clara" ao dizer que as medidas expiram em 31 de dezembro. Ele garantiu que ainda há "muito mais" recursos para apoiar a economia e informou que conversará com Mitch McConnell, líder republicano no Senado, sobre estímulos fiscais.
O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, defendeu que o apoio à atividade deve ser "em todas as direções" e se disse "decepcionado". Hoje, o chefe da distrital de Dallas do Fed, Robert Kaplan, afirmou que a velocidade da recuperação está caindo devido ao "recrudescimento" da pandemia. "Isso ocorre em um momento em que os dados econômicos mostram uma perda de ímpeto", ressalta, na mesma linha, o banco holandês Rabobank.
Hoje, o anúncio da farmacêutica de que pedirá aos reguladores americanos a autorização para uso de emergência da vacina para covid, que apresentou 95% de eficácia, não foi suficiente para apoiar o apetite por risco em Nova York.
"Embora a vacina certamente represente uma luz no fim do túnel, a resposta entusiasmada inicial do mercado ao anúncio da Pfizer sem dúvida negligenciou o fato de que precisamos primeiro passar pelo túnel e que provavelmente ficará muito escuro por muito tempo antes que qualquer raio de luz seja visto", avalia o banco holandês Rabobank.
No S&P 500, as perdas foram lideradas pelos setores de tecnologia (-1,05%), industrial (-0,91%) e financeiro (-0,88%). As ações da Apple cederam 1,10%, as do Facebook caíram 1,19% e as do Wells Fargo cederam 2,60%, mas as da Pfizer subiram 1,41%.
Exposição ‘Bifurcações Extravagantes’ acontece de 9 a 11 de janeiro no Espaço Expressa Publicada em 09/01/2026 às 09:00 O Espaço Expressa de Jundiaí será palco, de sexta a domingo (9, 10 e 11 de janeiro), da Exposição “Bifurcações Extravagantes”, da artista Lima Bo. O evento conta com apoio da Prefeitura de Jundiaí, através da Secretaria Municipal de Cultura (SMCULT), tem entrada gratuita ao público e reúne um conjunto de 10 obras, entre esculturas, pinturas, colagens digitais e vídeos, concebidas a partir de investigações sobre memória, tempo e matéria. A mostra propõe um percurso sensorial e poético em que corpo, território e palavra se entrelaçam, convidando o público a experimentar o espaço como quem atravessa uma paisagem em movimento. Exposição da artista Lima Bo vai até 31 de janeiro no Espaço Expressa, com entrada gratuita ao público Inspirada no verso de Fernando Pessoa, “Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir”, em diálogo com o poema Paisagem Vestida, Lima Bo constrói...
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